terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ouça-me bem amor...



Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.

Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés

Música: O mundo é um moinho - Cartola


Triste e cruel, com altas doses de verdade...


Nick* Fabrini

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A Flor e o Espinho




Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor.

Eu só errei quando juntei minh'alma a sua
O sol não pode viver perto da lua.

É no espelho que eu vejo a minha mágoa
A minha dor e os meus olhos rasos d'água
Eu na sua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor.


Música: A flor e o espinho - Roberta Sá


Às vezes flor e espinho se confundem, e quem era flor pra alguém acaba por ser espinho.
Juntos eles são beleza e sangue. Separados nunca estão completos.
E estando tão perto, como estão distantes, eles seguem.
Talvez caiba ao destino te mostrar quem é a sua flor. E o seu espinho.


Nick* Fabrini

sábado, 14 de agosto de 2010

And so it is...



"And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky"


Música: The Blower`s Daughter - Damien Rice


Nick* Fabrini

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sobre ela



Talvez ela tenha nascido para viver assim, um pouco a margem de tudo, em uma linha tênue entre o nada e o tudo. Há algo de não-humano em seu modo de viver a vida.
Ela conhece as pessoas, já elas, não sabem da sua existência.
Olhando assim de relance, ela parece uma entre milhares de outras iguais.
Mas talvez não seja bem assim...

Será que as outras sentem tudo aquilo que ela sente e com aquela intensidade dilacerante?
Será que as outras conseguem ver além do sentido vazio das palavras?
Será que as outras possuem dúvidas tão cruéis e certezas tão assustadoras?

Ela possui um universo particular, uma parte impenetrável de si mesma. E ela precisa tanto disso pra viver como precisa do ar, do amor e do sol. Ela tem muitos amigos e se sente abençoada, mas é solitária. E por conhecer tanto de si, acredita que essa é a forma menos dolorosa de se viver.

Ela não é triste, mas vê beleza na tristeza.
Se sente fraca às vezes e tem medo, mas se levanta com as manhãs.
Ela é só uma garota que correu mais que o tempo.

Apesar de tudo ela tem fé e acredita que, de alguma forma, isso tudo vale a pena.



Nick* Fabrini

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Presente



"Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação.
E quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída."



Mahatma Gandhi





É só o que eu quero!


Nick* Fabrini

segunda-feira, 19 de julho de 2010

E a tua ausência...






"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"

Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim

E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar




Música: O Anjo Mais Velho - O Teatro Mágico
Saudade, s. f. Recordação, ao mesmo tempo triste e suave, de pessoas ou coisas distante ou extintas, acompanhada pelo desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; pesar pela ausência de pessoa[s] quierida[s]; nostalgia -s: cumprimentos; lembranças afetuosas a pessoas ausentes.

A verdade é que saudade é muito mais que isso, mas o sofrimento só existe onde há amor. Obrigada por cada instante, pelos sorrisos, abraços e por cada doce lembrança.

Jamais esqueçerei!

Nick* Fabrini

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O poeta não morreu


Há 20 anos atrás se calava a voz de um dos maiores poetas do rock'n roll brasileiro!
Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, compositor, rebelde, polêmico, boêmio!
Suas letras ácidas, críticas e irreverentes marcaram a sua trajetória na música. Cazuza não tinha medo de assumir quem era, seus defeitos e suas paixões eram escancarados em sua poesia.

Hoje, 20 anos após sua partida, ele continua deixando a sua marca em todos os que escutam e se sentem de alguma forma tocados com a sua sensibilidade e a força da sua música.
Alguns versos para recordar:

"Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou o cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada"

"Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou"

"Eu vou dar o meu desprezo
Pra você que me ensinou
Que a tristeza é uma maneira
da gente se salvar depois."

"Vida louca vida, vida breve
Já que eu não posso te levar, eu quero que você me leve
Vida louca vida, vida imensa
Ninguém vai nos perdoar, o nosso crime não compensa."
"Todo dia a insônia me convence que o céu
Faz tudo ficar infinito
E que a solidão é pretensão de quem fica
Escondido fazendo fita."

"O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba, a gente pensa
Que ele nunca existiu"

"Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer para poder me livrar
Do prático efeito das tuas frases feitas
Das tuas noites perfeitas, perfeitas."

"Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão"


Cazuza vive, e sempre viverá!
Enquanto houver pessoas que sabem ver a beleza do seu legado, e compreender a verdadeira essência da sua intensidade, o poeta jamais vai morrer!



Nick* Fabrini

sábado, 3 de julho de 2010

Amor de Colombina



O Pierrot apaixonado chora pelo amor da Colombina
E é sua sina chorar na ilusão em vão, em vão

E a Colombina só quer um amor
Que não encontra num braço qualquer
Essa menina não quer mais saber de mal-me-quer

Só do Pierrot, Pierrot, Pierrot, Pierrot...

E o Pierrot apaixonado chora pelo amor da Colombina
E na esquina se mata a beber pra esquecer, pra esquecer

E o Pierrot só queria amar
E dar um basta a esta dor já sem fim
Mas Colombina trocou seu amor por Arlequim
E o Pierrot, chora!


Música: Pierrot - Los Hermanos



Nick* Fabrini